Fundamentais no bom combate, consciência e convicção são armas que norteiam nossas atitudes perante a vida
Desenvolver ou aprimorar a consciência, seja de si mesmo ou social, é algo que requer força física, mental e espiritual, e que definem nossas atitudes.
Esse chamado sempre norteou a minha vida, mas, em 2019 foram muitas as batalhas de uma guerra que parecia não ter fim.
Sobrevivi fortalecida. Mas, confesso: combater a mim mesma foi e tem sido uma das batalhas mais desafiadoras.
Se reconhecer em meio às suas forças e fraquezas requer esforço. E saber fazer uso dessa energia, tem sido algo doloroso, mas, imensamente libertador.
Ressignificar tudo que me trouxe até aqui, como pessoa e profissional, fazendo uso da consciência, intuição e espiritualidade, ainda tem colocado em xeque não só minhas capacidades e limitações mas, principalmente, meus propósitos e ações para ser alguém melhor e, consequentemente, contribuir para um mundo melhor.
Para todas elas, autoconhecimento ou a “busca de” foi o meu ponto de partida
para sair da zona de conforto.
Mas, como ter equilíbrio quando os “eus” que habitam em mim querem ser escutados ao mesmo tempo?
Ordem e Equilíbrio! Sim, simples assim.
Ter consciência, clareza e atitude das nossas limitações, tendo a convicção de que cada um dos eus que habitam em nós possam agir no seu devido momento, são fundamentais para se reconectar consigo e com tudo que nos cerca.
A gratidão por viver intensamente com propósito os desafios impostos pela vida, incluindo erros e acertos; fracassos e vitórias, fraqueza e coragem, faz transbordar não só a minha força interior, para me desafiar a seguir em frente com fé em Deus, mas desperta a consciência de que as desilusões existem pelo excesso de expectativa.
Há um tempo tenho dosado o uso desse sentimento, juntamente com algumas doses de nãos, em busca de uma autocura. O resultado?
Leveza e consciência de que não posso projetar no outro as minhas verdades tão pouco atitudes. Viver sem doses cavalares de expectativas, não só me reconecta com a minha essência, alinhando minha responsabilidade de que as frustrações surgem quando faço uso de algo que não funciona.
Ressignificar essa autoconsciência, equilibrando emoção e razão, não só tem permitido minha evolução, mas, principalmente me permite transitar pelo melhor dos mundos com humanismo.
Tenho lutado para resgatar o equilíbrio, convicção para agir, e o mais importante: seguir em paz com os meus propósitos.
E para os céticos de plantão, tenho dito: é física pura! “Toda ação gera uma reação”.
E essa Lei não só nos move como, também, nos define.
Logo, pergunto: que tipo de energia e atitude você tem emanado para os que te cerca, quiçá para o mundo.
Ter consciência e responsabilidade no cuidado com o outro é algo que pode contagiar e quebrar o círculo vicioso do ódio, intolerância e desrespeito.
Vivemos momentos difíceis e voláteis, em todas as esferas dessa modernidade líquida, salve Zygmunt Bauman (1925-2017) !
Ter consciência dos reais problemas que nos cerca é algo decisivo para combater o que nos aflinge e nos separa de uma vida digna e sociedade igualitária, regida não só por direitos e deveres, mas, principalmente pelo respeito as diferenças.
Para muitos pode soar um tanto utópico, mas, eu acredito.
São muitas as batalhas, e essa guerra está longe de acabar.
Todo dia somos convidados a escolher o lado do front.
Você tem consciência de que lado está?
Feliz 2020! E que possamos ser guerreiros (re) conectados no bom combate. Luz, consciência e atitude, sempre!
Namastê
AndreaCoelho
Foto: freepik






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