Por Ilana Bispo dos Santos*
“Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.
– Cora Coralina
Durante o período de quarentena, acredita-se que o maior desafio é obter respostas a respeito das seguintes perguntas: O que podemos aprender em meio ao caos? Será mesmo possível vivenciar algo positivo enquanto passamos por um período de dores, perdas e angústias?
Ao longo da história, podemos perceber não só o poder de adaptação do ser humano, mas, principalmente sua capacidade de aprender, reinventar e diante de mudanças inevitáveis, inovar.
Durante o processo de quarentena, essa adaptabilidade inerente se releva nas pessoas por meio de atitudes distintas. Enquanto há pessoas que enxergam oportunidades de se reinventar em meio a crise, como por exemplo a possibilidade de fazer um curso online que não poderia fazer de modo presencial; desenvolver um novo trabalho para suprir a redução da renda familiar ou, até mesmo, criar negócios amparados nas facilidades tecnológicas, essenciais tanto na vida profissional quanto na vida social. Há aqueles que, diante do caos, aproveitam para expressar suas fraquezas e pobreza de espírito através da murmuração ou reclamação.
Diante das circunstâncias atuais, podemos encontrar diversos motivos para reclamar, mas, onde essa reclamação vai nos levar? Quem quer se aproximar de alguém que não consegue enxergar a beleza no meio do caos? Quem terá o prazer de conversar com aqueles que só abrem a boca para expressar ingratidão?
Essencial nas relações humanas, a gratidão é algo difícil de ser aplicado, pois para isso é necessário que o indivíduo seja grato a si mesmo pelas realizações e conquistas diárias. Infelizmente, nas relações interpessoais, pode-se perceber que os indivíduos envolvidos em qualquer tipo de relacionamento, muitas vezes, não expressam gratidão por medo de engrandecer mais ao próximo do que a si mesmo.
Durante este processo de confinamento social, as oportunidades de expressarmos nossos sentimentos aos familiares, amigos, professores e mestres, aos profissionais da saúde ou serviços gerais estão presentes a todo instante, pois estas pessoas não têm medido esforços para preservarem vidas. A gratidão nos aproxima, redime e permite desenvolver a empatia. É a gratidão que me faz aprender enquanto ensino e me faz observar todo o caos, e perceber que no meio da desordem eu, também, posso trazer ordem para minha vida. Mas, para isso é preciso que o meu olhar não esteja focado naquilo que está diante dos meus olhos, e sim no que está para além. Sem a gratidão me enfraqueço, adoeço e me afasto daqueles que me amam. A ingratidão ensoberbece e a gratidão enobrece.
“Quem não conhece a arte da gratidão entorpece sua emoção”. Augusto Cury
Que a gratidão se faça presente em nossas vidas, sendo algo vital. E que possamos ter experiências e percepções únicas em meio ao caos. Quando tudo isso passar, possamos perceber que o tempo de quarentena não nos tornou prisioneiros; e sim aprendizes constantes da escola da vida que nos ensinou, mais uma vez, adaptar-nos à nova forma de viver e ampliar nossos horizontes para romper barreiras enquanto atravessarmos o caos e exercemos a bela arte de agradecer.
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