Mulheres reais têm protagonizado suas vidas pessoais e profissionais. O que não anula, na maioria dos casos, a triste realidade de que em algum momento da vida, precisam abdicar ou pausar suas carreiras, em prol da família. Sem contar, as milhares de nascidas com o gene do “sexo frágil”, que são arrimo de família.
Por Ilana Bispo dos Santos*
“Mulher virtuosa, quem achará? O seu valor excede o de finas joias”. (Provérbios 31:10).
Esta frase sempre me fez olhar para as mulheres de maneira especial e honrosa. Pois, se um livro tão especial e único como a Bíblia, compara a figura da mulher ao valor que excede a de uma joia, como não admirar esta figura tão essencial na formação de um ser?
É notável que um ser humano em formação, precisa da figura feminina para ensinar-lhe sobre os conceitos da sua essência. Mas, se pensarmos a respeito da importância e representatividade da mulher no contexto histórico: Por quê há tanta necessidade de definir as questões de gênero, em feminino e masculino, para as novas gerações?
E a resposta vem imediatamente: Devido a deturpação da imagem da figura humana, que contribui para a desvalorização do ser. E isto não está apenas relacionado a tempos modernos, mas, principalmente, a mentes machistas que tem colaborado, ao longo dos séculos, para a desvalorização do potencial feminino.
E isso se dá de diversas maneiras, desde a associação da sua sensibilidade à fraqueza, até a privação de direitos sociais básicos. Mas, enquanto para muitos empatia é sinal de fragilidade, para nós mulheres é uma das nossas (muitas) fontes de força e resistência.
Mulheres reais abdicam, na maioria dos casos, das suas necessidades pessoais e carreira profissional, em prol da família. É essa figura considerada “frágil”, que segue na batalha não cedendo as suas dores, para aliviar outras dores e, ainda assim, ser arrimo de família.
É esta mulher do século 21, que tem trabalhado duro para resgatar sua feminilidade, enquanto se mantem forte para exigir direitos igualitários e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios diários do machismo opressor arraigado que tenta anular suas capacidades.
Mulher, estudante, profissional, esposa, mãe, filha, empreendedora, intelectual e tantos outros papeis desempenhados, com ou sem diplomas, nos faz professoras, com PhD em (sobre) viver.
É admirável a figura preciosa da mulher, mas, tem sido lamentável perceber como ainda somos subjugadas, desprezadas e desvalorizadas. Que possamos agradecer, em especial no dia 08 de março ( Dia Internacional da Mulher), a cada mulher que influenciou ou contribuiu para a nossa formação pessoal ou profissional. A reconheça, simplesmente, como uma mulher virtuosa.
E para além, sigamos empoderadas na luta por um mundo, na qual a equidade seja vital não só para as mulheres, mas, para a humanidade.
Foto: pixabay
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