SEMANA DE ORGULHO E RESISTÊNCIA LGBTI

Realizada entre os dias 23 e 28 de junho, programação online reúne debates, shows, manifestações políticas do lançamento do Conselho Popular Nacional LGBTI+

Coletivos e 26 entidades do movimento LGBTI+ irão realizar, a Semana de Orgulho e Resistência LGBTI+ entre os dias 23 a 26/06. Com transmissão pela internet na página oficial do Conselho Popular LGBTI+ no Facebook, a programação reúne debates, shows e manifestações políticas com temáticas voltadas para o mundo do trabalho, saúde, transexualidade e papel do Estado na garantia de direitos para a população LGBT.

O panorama político ganha evidência, tendo como objetivo das 26 organizações nacionais criar um Conselho Popular LGBTI+ para contrapor as ações do governo federal para esta população.

A Semana do Orgulho também denunciará os desmontes e retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e  lembrará do dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado há 51 anos.

A data lembra a batalha de Stonewal, um bar em Nova York frequentado por gays, lésbicas, travestis e transexuais que sofreu perseguição e violência policial. Stonewall foi um marco histórico por ter levado milhares às ruas para denunciar a violência contra LGBT após a polícia de Nova York invadir o bar gay, no bairro Greenwich, no dia 28 de junho de 1969.

Dentro do bar, travestis e drag queens foram obrigadas a tirar as roupas e enfrentaram a repressão policial. Revoltadas e cansadas, se juntaram em frente ao bar e gritam “gay power” (poder gay) e enfrentaram a polícia num confronto que foi até às 4h da manhã e durou vários dias. De lá, um ano depois, surgiu a primeira Parada do Orgulho LGBT que se espalhou por todo mundo.

TRANSFOBIA

Um ano após a aprovação da lei que criminaliza a homofobia e transfobia no Brasil, no dia 13 de junho de 2019, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Brasil segue como um dos países que mais matam transexuais e travestis no mundo. Somente em 2019, o país passou do 55º lugar de 2018 para o 68º em 2019 no ranking de países seguros para a população LGBT, segundo Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

Ainda de acordo com a ANTRA, em 2019 o estado de São Paulo foi o que mais teve casos de assassinatos, com um aumento de 50% em relação a 2018. Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro vêm logo atrás com os maiores índices de crimes contra a população trans. Um dado alarmante é a divulgação dos 10 estados que mais assassinaram pessoas trans nos ultimo três anos. E que, a cada ano, a idade das vítimas é menor: caiu para 15 anos a idade em que travestis e mulheres transexuais têm aumentadas as chances de serem assassinadas.

PROGRAMAÇÃO

23 de junho

  • Transexualidade e não binaridade de gênero – 10:30h
  • História do Orgulho LGBTI+ – 15:00h

24 de junho

  • Saúde LGBTI+, sexualidade e envelhecimento saudável – 10:30h
  • Desafios e a resistência da juventude LGBTI++ – 14:00h
  • Orgulho e Resistência LGBTI+ e o avanço do conservadorismo nas américas – 18:00h

25 de junho

  • LGBTI+ e o mundo do trabalho – 10:30h
  • Resistência bissexual e lésbica, e o feminismo contra o neofacismo – 15:00h

26 de junho

  • LGBTI+ direito a cidade, territorio e a diversidade – 10:30h/12:15h
  • Travestilizando – 13:00h/20:30h, nas redes da Antra

27 de junho

  • O papel do estado na garantia de direitos da população lgbti+ – 10:30h
  • Negritude LGBTI+ em evidência e resistência – 14:30h/16:00h
  • Traviarcado – fonatrans – 16:00h, nas redes da fonatrans
  • Projeção mapeada – 21:00h

Na noite do sábado, 27 de junho, ocuparemos as paredes públicas de várias cidades do Brasil com mensagens urgentes para nossos movimentos LGBTI+, entre imagens, frases e gifs que exponham e dialoguem sobre nossas vivências e existências.

28 de junho

  • Tuitaço – 14:00h
  • Lançamento do conselho nacional popular lgbti+ – 15:00h
  • ato cultural – 16:00h

Fonte: Divulgação

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