(RE)EVOLUÇÃO DIGITAL: ECOSSISTEMAS INOVADORES

Conectados pela inovação, ecossistemas digitais nos convidam a viver por interconexões nem sempre imagináveis

Por Andrea Coelho

Internet das Coisas, Big Data, Automação, Realidade Virtual (RV) e Inteligência Artificial (IA), lideram a revolução tecnológica que nos permite transitar entre o mundo real e virtual em um átimo. Imersos nesta revolução, em meio a crise global provocada pela pandemia de Covid-19 na qual fomos catapultados a nos readaptar a ecossistemas cada vez mais digitais, somos conduzidos a repensar a importância de vivenciar interconexões nem sempre imagináveis.

São inúmeros os desafios impostos por essa transformação digital, como o espaço para novas formas de viver, se relacionar, consumir, ir e vir, seja o bem ou para o mal. Diante dessa realidade, somos convidados a compartilhar de uma consciência e atitude globais, sejam elas socioeconômicas, culturais ou ambientais.

Essencial para a sociedade, a inteligência artificial promoveu uma mudança de ruptura, ao dar entendimento de inúmeras áreas e aplicações, enquanto atua como catalisador de uma (re) evolução que tem no funcionamento das coisas, e no que podemos fazer e programar, seu maior legado.

Combinando softwares aprimorados de análises de dados e machine learning, a inteligência artificial vem há décadas rompendo fronteiras, processando e sistematizando bilhares de informações. Produtividade em escala, redução de custo, qualidade de vida e facilidades por meios de soluções como assistentes de voz e aplicações para diversos setores, são algumas das oportunidades geradas pela IA disponíveis em bilhões de dispositivos eletrônicos conectados em todo o planeta.

Facilidades tecnológicas que conectam pessoas e lugares, monitoram hábitos e oferecem recursos que permitem acionar do próprio carro elementos de segurança, serviços, entretenimento e tarefas nos ambientes corporativos e domésticos se fazem presentes na vida de milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Estudo realizado em 2019, pela TI Inside e IoT Business, revela que até 2025 teremos cerca de 35 bilhões de dispositivos conectados em todo o planeta.

Democrático, esse ecossistema digital tem na inovação o seu legado. São inúmeras as possibilidades quando falamos de tecnologia, mas uma delas segue na vanguarda, conforme apontado pela Gartner. Conhecidos por Gêmeos Digitais, ou Digital Twins, a dupla reúne diversas tecnologias que, por intermédio de um software, unificam o mundo real e virtual, materializando um mundo ciberfísico no qual se podem antecipar cenários, gerando resultados mais eficazes em qualquer esfera.

Cidade Inteligentes

Essenciais quando pensamos na formação de cidades inteligentes, os gêmeos digitais têm sido utilizados em vários países, entre eles Estados Unidos, Alemanha, Índia e Singapura. Usados não só na infraestrutura urbana, mas, também, no monitoramento de edifícios, trazem vantagens que vão desde a redução no custo até correções preventivas. Lançado em julho de 2019 pelo governo brasileiro, o Programa Nacional de Estratégias para Cidades Inteligentes Sustentáveis promete impulsionar essas soluções para transformar nossas cidades em cidades inteligentes.

Mobilidade Urbana

Em contrapartida, um novo cenário vem à tona até 2030: os veículos compartilhados. Segundo a PwC, um terço dos quilômetros dirigidos na Europa e nos Estados Unidos serão guiados por veículos compartilhados, ou seja 138 milhões de carros a menos.

Em paralelo, startups de mobilidade urbana ganham cada vez mais espaço atendendo às demandas de novos perfis de consumidores, sendo uma opção para as grandes cidades, que contam com desafios que vão desde o controle dos congestionamentos até as emissões de poluentes.

No Brasil, milhares de pessoas que vivem na cidade de São Paulo têm o tempo de deslocamento elevado em até duas horas em decorrência do trânsito caótico que segue para além dos horários de pico.

A máxima “tempo é dinheiro” agora se estende a qualidade de vida, transformando a relação com o uso do automóvel e o sistema de transportes público e alternativo, que inclui o uso de bicicletas, patins, entre outros. Em todos eles, o uso de energia elétrica aponta para um futuro de mobilidade, seja ela autônoma ou compartilhada, convergindo para um cenário eficientemente sustentável pela transformação tecnológica.

Por fim, a falta de profissionais qualificados, o uso indevido e questões éticas no uso da tecnologia são alguns dos grandes desafios a serem superados em todo mundo para que natureza, humanos, algoritmos, dados e máquinas possam evoluir em um habitat com harmonia. E não há mais volta: o futuro é digital, e está aqui.

Fonte: Imagens Pixabay

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