PESQUISA REVELA: BRASILEIROS AINDA ACHAM ‘ESTRANHO’ SEREM ATENDIDOS POR NEGROS

Enquanto 3% dos entrevistados “acham estranho” o atendimento, 18% assumiu ter tido atitude racista pelo menos uma vez


É fato as possibilidade e facilidades promovidas pela tecnologia em prol da evolução e bem-estar da humanidade. Seja por meio da inteligência artificial, autoatendimento e outros sistemas, a tecnologia se fazem cada vez mais presente as nossas rotinas, especialmente no varejo . No entanto, ainda no deparamos com “retrocessos”, que deixam deixam de lado a humanização e valorização do ser humano.  

Segundo a pesquisa Oldiversity, realizada recentemente pelo Grupo Croma,  3% dos brasileiros entrevistados, acham estranho ser atendido por um negro.

Realizado em diversas regiões do país, o estudo entrevistou 1814 pessoas, com mais de 16 anos, pertencentes as classes sociais A, B e C. O Oldiversity tem a intenção de investigar como as marcas estão ligadas à longevidade e diversidade de orientação sexual, gênero, raça e pessoas com deficiência, e mostrar como elas estão se adequando a novos anseios e realidades sociais. 

Ainda de acordo com o levantamento, 18% dos entrevistados assumiram ter tido atitudes racista pelo menos uma vez, enquanto 37% concordam que a propaganda no Brasil ainda é racista.

Apesar de questionável, pelo fato desse percentual ser potencialmente maior, reconhecer o preconceito racial é ponto de partida para alguma mudança.

Por outro lado, o avanço das mídias digitais, dentre elas as redes sociais, deram voz aos consumidores, iniciando um processo de transformação no relacionamento marcas e consumidores.

Enquanto 32% dos entrevistados, dizem que as marcas presentes no Brasil reproduzem comportamentos preconceituosos,  16% acreditam que as marcas correm risco ao associar sua imagem a negros. 

Se o preconceito racial explícito existe, o velado parece ser igualmente presente, já que 70% acreditam que a diversidade deve fazer parte das empresas e marca, e para 56% as empresas têm preconceito ao contratar negros.

Esse paradoxo cria uma gestão absolutamente complexa para as marcas, que são atacadas ou criticadas quando assumem ou não uma posição.

Em 2018, dos cerca de 33.590 jovens de 15 a 29 anos que foram assassinados no país, 77% eram negros. Que de fato, esses dados possam servir como alerta para a urgência na quebra de padrões estéticos racistas e promover uma verdadeira inclusão social, ampliando a presença dos negros na publicidade e no quadro de funcionários das empresas. 

Fonte e Foto: divulgação

Deixe sua resposta aqui