PAUL WALL FALA SOBRE SUA TRAJETÓRIA NO RAP


O rapper e empresário de Houston, Texas diz como foi seu início de carreira até alcançar números impressionantes como rapper e empresário


Paul Wall – Foto: Reprodução Pinterest

De acordo com entrevista dada ao site Hip Hop DX, o rapper texano contou um pouco de sua longa trajetória no Hip Hop, desde suas frustrações até pequenas e grandes conquistas através da música.

Paul, não imaginava uma carreira vitoriosa no Hip Hop como MC mas vislumbrava algo próximo para ser DJ, pois acreditava em seus gostos musicais e no seu talento com os toca discos.

Inicialmente, ele dava um “trampo” como promoter dos selos de rap para ganhar discos em vinil em troca do serviço prestado, assim começou a divulgar para selos como Def Jam, No Limits e Cash Money.

“Eu realmente não pensei que fosse possível porque realmente não havia ninguém do meu bairro que eu conhecesse ou visse que tivesse sucesso como rapper profissional” disse a jornalista do Kyle Eustice.

Enquanto distribuía panfletos, Wall conheceu seu futuro parceiro de negócios “Johnny Dang”, um joalheiro vietnamita conhecido por fazer “Grillz” elaborados. Eles estão trabalhando juntos desde 1998 e construíram um império de sucesso sob o nome de “Grillz”. Wall nunca pensou que teria um “Grillz”, muito menos que acabaria fazendo para inúmeras celebridades como Kanye West, Nelly e Paris Hilton.

Durante esse tempo, Wall cantava para se divertir ao lado de seu amigo de infância Chamillionaire e PKT (Pimp Killa Thug) como “The Sleepwalkers”, um grupo que eventualmente evoluiria para “The Color Changin ‘Click”, sem pretensões profissionais, pelo menos na cabeça de Wall.

Mas ali era o início de uma trajetória de sucesso que Paul estava plantando com seus amigos de infância para se tornarem grandes nomes no cenário musical primeiramente do Texas e depois do mundo.

Seu segundo álbum de estúdio, “The Peoples Champ” de 2005  acabou de completar 15 anos, estreando em primeiro lugar na Billboard 200, o álbum conquistou certificação de Platina pela “Recording Industry Association of America (RIAA)”.

Aos 39 anos de idade, Paul relembra de alguns momentos especiais que passou e um desses grandes momentos foi quando teve a oportunidade de conhecer o lendário e já falecido membro do Geto Boys “Bushwick Bill”.

“Quando eu tinha 12 anos, conheci Bushwick Bill no aeroporto de Houston”, explica ele. “Ele estava sozinho e com uma grande bagagem – cerca de 10 pessoas em bagagem. Ele estava sentado sozinho, dormindo, nocauteado por volta do meio-dia ou uma da tarde. Eu não sabendo nada melhor, eu ando até ele e o acordo como, ‘Cara, você Bushwick Bill?’ Eu começo a falar com ele e ele olha em volta, ‘Quem é esse garotinho?’

“Ele nunca me disse para deixá-lo sozinho ou para ficar longe dele. Ele teve uma conversa inteira comigo como se eu fosse seu amigo ou algo assim. E eu meio que percebi que estava errado – um, por acordá-lo e dois, o que estou fazendo falando com ele? Três, ele pode ter segurança. A segurança pode vir na minha bunda, mesmo que eu seja uma criança. Então eu disse, ‘Desculpe acordá-lo. Espero que você tenha um bom dia.’ Eu saí e isso sempre ficou comigo. ”

O outro lado da moeda, porém, foi quando foi cumprimentar um artista que ele trabalhou para divulgar seu álbum e foi simplesmente ignorado por ele, deixando Paul no vácuo além de olhá-lo com total desprezo. Assim, Paul aprendeu a ter uma excelente relação com seus fãs e admiradores, pois ele mesmo sentiu na pele como isso é ruim e tóxico.

Paul acaba de lançar seu novo álbum chamado “Subculture” que está disponível nas principais plataformas digitais.

Confira o projeto acima e o documentário dos bastidores do Red Bull Music Studios sobre como fazer o álbum abaixo.

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