PARTODELAS: CONSCIENTIZAÇÃO E INCENTIVO AO PARTO HUMANIZADO

Projeto sobre conscientização e incentivo ao parto humanizado é transformado em lei e será edição de livro

Cada vez mais presente nas escolhas das futuras mães, o parto humanizado ainda é um assunto polemizado e que precisa ser entendido como ressignificação do nascimento e os benefícios que pode trazer.

“A melhor assistência ao parto precisa estar ao alcance de todas as mulheres para que possam viver de forma segura e plena toda a grandiosidade que o parto normal representa, explica Valéria Costa Peres, mestre em enfermagem e obstetra.

A humanização do parto é vista como um processo que leva em consideração procedimentos médicos que tornem o parto algo cada vez mais humano. O parto sempre fora visto como algo instintivo e natural, posteriormente passando à mecanização que o enquadrou num determinado formato, o que, logo, o distanciou do humano.

Pensando nisso, os profissionais Ângela Mattos, jornalista, enfermeira e doula, Bráulio Zorzella, ginecologista e obstetra, Hugo Walter, analista legislativo, Valéria Costa Peres, mestre em enfermagem e obstetra e Ricardo de Oliveira Carneiro, vereador em Goiás, criaram o projeto intitulado “PARTODELAS”, que objetiva levar informação e conhecimento sobre os benefícios dos partos humanizados, trabalhando a humanização do parto e nascimento, e o cuidado na primeira infância.

“Para mudarmos a assistência ao parto no Brasil, primeiro precisamos entender de quem é o parto”, comenta o Dr. Bráulio Zorzella.

Utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, a Doula- palavra de origem grega que significa “mulher que serve”-, orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê.

Para Hugo Walter, o PARTODELAS é um direito fundamental a ser respeitado.

Projeto de Apoio Referencial e de Transformação Obstétrica Destinado a Ensino, Legislação, Assistência e Social, o PARTODELAS é um projeto que sonha com um atendimento respeitoso, acolhedor, ancorado em evidências científicas, que mostram que o parto é um evento fisiológico. “A mulher deve ser a protagonista e ter participação plena em toda e qualquer escolha que envolva e seu próprio corpo”, destaca Ângela Mattos.

Está em fase de produção um livro biográfico, que será escrito por Fábio Fabrício Fabretti, autor, professor, pesquisador e biógrafo, e que visa se tornar uma importante ferramenta de divulgação e orientação a respeito do tema e do trabalho desenvolvido, voltado para àqueles que desejam compreender o universo da maternidade, não somente em sua complexidade como também na humanização da maternidade.

“Está nascendo em Goiás o maior programa de políticas públicas sobre a humanização do parto, nascimento e cuidados na primeira infância. Esse programa vai orientar todas as grávidas dos municípios, com encontros semanais, pré-natal, acompanhamento psicológico, nutrição, oficinas de artes, planejamento familiar, etc. Nosso programa começa na base da sociedade”, conclui Ricardo Oliveira.

Imagem: Divulgação/Mel Melissa

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