OURO DE TOLO

Simbolo de status e poder, desde monarcas até plebeus bem sucedidos da vida moderna, o ouro tem valor para além das riquezas materiais

Considerado por muitos um dos metais mais valiosos do mundo, o “ouro” tem valor para além das riquezas materiais e estatus de fortuna, poder e prosperidade, desde monarquias da antiguidade até plebeus bem sucedidos da vida
moderna.

Seu poderio econômico está por toda parte: arquitetura, arte, moedas, acessórios e tudo mais que ele puder reluzir.

Mas hoje, irei abordar outra visão, algo intrínseco e metafórico, tão valioso quanto o vil metal: caráter, ética e valores.

Atualmente, esses temas são tratados de forma superficial sendo, muitas vezes, deturpados.

No ambiente corporativo,
algumas empresas falam sobre ética, porém, induzem seus colaboradores a omitirem o tema e/ou práticas em nome dos resultados determinados pela organização.

Certa vez, um superior me explicou sobre ética: ou você tem ou não tem. Não podemos quantificar, tampouco fracionar. No entanto, quando convém, muitos têm flexibilizado a ética.

Quanto ao caráter, é notório ao senso comum: bom e mau.

Para muitos, independente do meio (familiar ou social) caráter/índole é algo que nasce com a gente. Há controvérsias, se seguirmos pelos caminhos da psicologia ou até mesmo filosofia.

Por sua vez, os valores (formados por um conjunto de ensinamentos e aprendizados que obtemos ao longo de nossas vidas) são balizadores das nossa atitudes morais e ética.

Há quem acredite, que existem pessoas que não trazem nenhum tipo de valor consigo.

Particularmente discordo, acredito que carregamos valores, sejam eles aceitáveis ou não. Como por exemplo, as inversões de valores, tão presente na nossa sociedade.

De volta a ética, a falta dessa permite que muitos obtenham
vantagens sobre pessoas e situações sem medir consequências, pois seus objetivos está em atingir o que buscam.

Nossa sociedade está cada vez mais frenética, competitiva e arrojada. Isso, muitas vezes, nos faz conduzir nossas ações no automático, sem analisar a situação de forma sóbria e pontual.

Estamos sendo contumazes em agir sem pensar, em tomar atitudes que podem ferir o outro e, quando confrontados por alguém que possui um sentimento limpo e genuíno agimos com desdém, desprezo e deboche.

Me parece que essa inversão já se tornou algo corriqueiro há algum tempo. Para mim, de 15 anos para cá, muita coisa mudou. Muitos valores se perderam, muitas visões se transformaram e, de certa forma me parece, que evoluímos em muito e retrocedemos na disposição mental de ver as coisas de forma mais simples e amorosa.

Alguns sentimentos e valores hoje são colocados em xeque, sendo ridicularizado e tidos como ultrapassados.

Mas, acredito que humanidade e compaixão são atemporais. Devemos sim, nos preocupar com o próximo, sendo sensatos, e por que não?, tendo um olhar esperançoso e animador sobre a vida. Mesmo que sejamos execrados e conduzidos ao erro, precisamos nos manter firmes, emanando nossa essência diante dos impropérios da vida.

Precisamos nos esforçar em manter o diálogo, ser resiliêntes, exercendo a empatia em todas as situações, independente se há razão ou não.

Vivemos em constante dualidade: o certo e o errado, o inocente e o culpado, o mocinho e o bandido. Vamos combinar, uma visão muito ocidentalizada de se enxergar o mundo.

Os Estados Unidos são os principais prestadores desse desserviço para o mundo contemporâneo, através de sua indústria bélica, cinematográfica e conceitual do capitalismo. A ideia aqui se restringe a impor poder e soberania. Para todos os outros que não corroboram da mesma visão, cabe a posição de vassalos que não podem ter senso crítico.

Somos regidos pelo
capital financeiro. Logo, nosso nosso bem mais precioso, o capital intelectual é menosprezado. Com isso, somos devorados por uma ótica reacionária e sádica.

A todo instante, famílias e instituições são destruídos por dinheiro, poder, ganância e futilidades. Tudo isso, somado as questões morais e comportamentais citadas antes, informações que são despejadas de minuto a minuto pelos meios de comunicação, formam um furacão que pode
destruir qualquer construção rapidamente.

No olho do furacão, somatizamos tudo isso e mais um pouco, muitas vezes, nos isolando do caos que domina o planeta de forma silenciosa e sorrateira.

Sejamos sempre aprendizes de nossa consciência, humildes em ouvir e silenciar antes de cometer erros que poderão ser feridas que abrirão uma cratera em nossas almas. Todos nós temos um legado que podemos construir e deixar para as próximas gerações.

Que o imediatismo e a intolerância vorazes sejam estirpados das nossas vidas, para que possamos preservar os nossos maiores tesouros.

Então caro leitor, qual é o seu ouro?

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