O QUE PODEMOS CELEBRAR NO DIA INTERNACIONAL DA IGUALDADE FEMININA?

Para celebrar este importante marco histórico para os direitos da Mulheres, Angélica Kalil e Mariamma Fonseca, autoras do livro “Amigas que se encontraram na história”, refletem sobre direitos, sororidade e feminismo

Celebrada em várias partes do mundo, o Dia Internacional da Igualdade Feminina relembra as lutas das mulheres pelo sufrágio feminino, por direitos civis, por representatividade política e por igualdade. Este marco histórico é uma relevante oportunidade para refletirmos sobre a importância da eliminação das desigualdades existentes entre homens e mulheres.

Autoras do livro ilustrado “Amigas que se encontraram na história”, a roteirista gaúcha Angélica Kalil e a ilustradora baiana Mariamma Fonseca, falam da amizade entre mulheres que se destacaram na humanidade em diferentes tempos, como Elisabeth I e Grace O’Malley, Frida Kahlo e Chavela Vargas, Nise da Silveira e Ivone Lara, Ella Fitzgerald e Marilyn Monroe, Emma Watson e Malala Yousafzai, entre outras. A proposta é revelar um vínculo de afeto muitas vezes desconhecido pela maior parte do público e o legado que estas relações deixaram para o mundo.

Relembrando este momento tão relevante,  Angélica Kalil e Mariamma Fonseca, refletem sobre direitos, sororidade e feminismo nesta entrevista especial:

O que podemos celebrar neste Dia Internacional da Igualdade Feminina?

Angélica Kalil – Que a ideia de equidade de gênero avança, principalmente entre as gerações mais jovens, mesmo em um tempo de tanto retrocesso. As mulheres não vão parar e a mudança que queremos para o mundo virá pelo feminismo.

Mariamma Fonseca – Talvez possamos celebrar algumas das nossas conquistas até aqui, entre elas o direito ao voto, os impactos da Lei Maria da Penha, um aumento da presença de mulheres nas empresas e universidades e, de certo modo, um aumento das discussões sobre a igualdade de gênero. Mas sem perder de vista os enfrentamentos diários a uma sociedade patriarcal. Ainda temos muito que conquistar.

Onde a humanidade estaria se a contribuição das mulheres não fosse tão dificultada, apagada, impedida?

AK  Acredito que em um lugar mais próspero e humano. Um bom indicativo é que nos países governados por mulheres, o combate ao novo coronavírus aconteceu de maneira mais efetiva. Este mundo onde o poder está nas mãos de homens brancos não deu certo, acho que está bem claro que precisamos mudar os espaços de decisão política e darmos às mulheres a chance de contribuir com a sociedade.

MF- Interessante imaginar. Mas talvez teríamos mais mulheres em espaços de poder e uma sociedade mais humana.

Qual é a importância do direito e do acesso à educação das meninas, para que possamos alcançar uma sociedade mais justa?

AK – A agenda do direito à educação é uma das pautas mais antigas do feminismo. Mesmo antes da palavra feminismo existir, as mulheres já lutavam pelo direito de estudar e frequentar a escola. Sem educação, a mulher não consegue acessar os espaços que deseja na sociedade e ter uma existência plena.

MF – Uma educação igualitária auxilia as mulheres e meninas a enfrentarem as adversidades, tendo suas vozes respeitadas e consequentemente serem agentes de mudança para criar uma sociedade inclusiva, segura e que promovam a defesa de seus direitos.

“Amigas que se encontraram na história” 

Angelica Kalil e Mariamma Fonseca
Angelica Kalil e Mariamma Fonseca
Divulgação – Quintal Edições

O livro “Amigas que se encontraram na história” é a segunda obra de autoria das amigas Mariamma e Angélica, e a primeira publicação da editora mineira Quintal Edições voltada para o público infanto-juvenil.

O primeiro foi livro “Você é feminista e não sabe”, com entrevistas ilustradas, lançado de forma independente por meio de financiamento coletivo em 2017.





Livro Amigas que se encontraram na história

O livro ilustrado fala da amizade entre mulheres que se destacaram na humanidade em diferentes tempos. São 18 personagens históricas, mulheres negras, indígenas, orientais, latinas, brancas e uma asiática de diferentes idades, países e épocas, entre elas, uma cadeirante e uma surda. Ao fabular essas histórias reais, a publicação joga luz na cumplicidade feminina, redimensionando a importância do apoio das mulheres umas às outras. Desta forma, também amplia o conceito de sororidade tão presente e importante para as meninas de hoje.

Mulheres que se encontram na história
Livro Amigas que se encontraram na história | Divulgação Quintal Edições




As leitoras e leitores interessados poderão adquirir a publicação na loja on-line da editora mineira pelo link http://loja.quintaledicoes.com.br/. Na pré-venda, o livro ilustrado tem o valor promocional de R$ 50,00. A previsão de envio é setembro de 2020. Ao longo do período da pré-venda, a Quintal Edições promoverá também o sorteio de brindes, como as bonecas da dupla de amigas Elizabeth I e Grace O’Malley, especialmente feitas por Bia Morais (@twobee_) com a técnica de crochê Amigurumi e originais das ilustrações.

Imagem: Pxhere

Deixe sua resposta aqui