O ESPETÁCULO DE HORRORES CONTINUA: ‘MORTE DE JOÃO PEDRO E GEORGE FLOYD’ – O ESTADO GENOCIDA E SEU RACISMO COSTUMAZ

Os assassinatos de pretos no Brasil pela polícia, seguem sem precedentes. Seja no Brasil, Estados Unidos e mundo, crimes raciais precisam ser problematizados e, consequentemente, extirpados da história da humanidade

Reprodução: Veja

Em Dezembro de 2019, publicamos a matéria Espetáculo de Horrores, evidenciando os assassinatos de pessoas pretas pela polícia brasileira. No entanto, a violência e mortalidade do povo preto no Brasil continua sem precedentes.

No dia 18 de Maio de 2020, após uma operação policial no Morro do Salgueiro, no bairro de São Gonçalo, Rio de Janeiro, o garoto João Pedro, de 14 anos foi assassinado dentro de sua casa por policiais que estavam em operação na favela, dando sequência a uma sucessão de erros e equívocos por parte dos envolvidos.

João Pedro, naquele momento estava dentro de sua casa, brincando com outras seis crianças, enquanto policiais armados estavam em operação em busca de traficantes com ajuda de um helicóptero. De acordo com relatos de moradores e testemunhas, os jovens após ouvirem o barulho de helicóptero, que infelizmente nos bairros de periferia do Rio de Janeiro são comuns, procuraram se proteger, mesmo estando dentro de casa.

Neste momento, policiais entraram na casa atirando, foram mais de 70 disparos com arma de fogo e granadas, que culminaram na morte do garoto de apenas 14 anos de idade. Após a ação catastrófica da policia, houve demora no atendimento ao menino, segundo relatos a família foi impedida de acompanhar o resgate que foi feito de helicóptero para socorrer João Pedro, e só tiveram notícias verdadeiras após 17 horas de procura em hospitais e pronto socorros da região.

A família questiona toda a ação da policia neste evento, João Pedro não foi levado para o hospital mais próximo de sua casa, e sim para um hospital distante. Outra situação que chamou atenção, foi o fato dos policiais alegarem ter apreendido granada e armas na casa, situação nitidamente forjada para incriminar a criança.

Nesta semana, a morte do norte-americano George Floyd, de 44 anos, culminou em uma série de protestos antirracistas nos Estados Unidos, e por todo mundo. Após uma abordagem policial em que um comerciante alegou ter recebido notas falsas de Floyd, a polícia de Minneapolis, foi chamada para resolver a situação. No entanto, a divulgação de imagens de câmeras de segurança do local revelam que Floyd não resistiu a prisão tampouco reagiu de forma agressiva a abordagem policial. O que fica evidente é uma ação truculenta contra Floyde que, após ser levado pelos policiais para próximo da viatura, é asfixiado até a morte, mesmo implorando para que o policial o soltasse porque não estava conseguindo respirar.

Em seu canal no YouTube, O The New York Times contou passo a passo os fatos que sucederam a morte de George Floyd :

The New York Times / Reprodução

Precisamos lembrar sobre outros casos tão sanguinários quanto os citados acima, os assassinatos dos meninos de Costa Barros, a menina Aghata Vitória, Lucas Eduardo, os 9 meninos mortos em Paraisópolis, o caso Amarildo, entre outros muitos casos de ações da polícia que acabaram na morte de pessoas inocentes. Precisamos de além de uma forte reflexão sobre o tema também precisamos cobrar das autoridades justiça e uma ação maior sobre os Direitos Humanos e Direitos Civis, pois na maioria das vezes quem está morrendo é o povo preto, pobre e periférico. E neste caso, cabe sim criminalizar a corporação, pois só se têm atos assim, porque existe uma conivência entre as autoridades para que mais atos como este ocorra. Precisamos dar um basta nessas situações e agir, pois famílias estão sendo devastadas por um estado assassino, fascista e racista.

A repercussão da mídia norte americana e dos protestos eclodiram em várias cidades norte americanas, chegando a ter confrontos violentos entre manifestantes e policiais. A revolta cresceu ainda mais pela postura adotada pelo presidente norte americano, Donald Trump, de não ter tido firmeza e transparência quanto ao acontecimento, gerando revolta de muitos grupos que reagiram com protestos, em frente a Casa Branca. As forças de segurança de Trump tiveram que deslocá-lo até um “bunker”, espécie de esconderijo para que não tivesse perigo algum a sua integridade física.

Vários veículos da imprensa local seguem cobrindo a onda de protestos, que já está no sétimo dia:

Canal Today | Reprodução

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