PROTAGONISMO FEMININO: MULHERES INSPIRADORAS NO BRASIL E NO MUNDO


A luta das mulheres pela equidade de gênero tem sido árdua, especialmente no Brasil, país majoritariamente machista, porém, nossa história mostra a luta que essas guerreiras têm travado há anos para que suas opiniões e seus preceitos sejam respeitados


Em todos os setores da sociedade para serem representadas e conquistarem autonomia não vem de hoje, conheça as mulheres que abriram o caminho e as que estão fazendo a diferença atualmente

Ao longo de décadas,  a discussão sobre a participação da mulher em atividades que outrora eram protagonizadas somente por homens, tem se intensificado em todo mundo.  No Brasil,  nação culturalmente machista e patriarcal, a luta feminina para fazer valer os seus direitos ainda é comprometida por dois agravantes, a serem urgentemente extirpados: o racismo e a misoginia. 

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No campo político, são inúmeros os exemplos de mulheres que contribuíram  para a construção democrática do nosso país, dentre elas: Luiza Erundinda,  Deputada Federal pelo Psol e ex-prefeita de São Paulo, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo na capital e  que durante anos integrou o Partido dos Trabalhadores (PT); Sâmia Bomfim, Deputada Federal do Psol, formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e Servidora Pública, cargo que exerce também na USP; Marta Suplicy, Política, Psicanalista e Sexóloga filiada ao partido Solidariedade. Ao longo de sua carreira política, foi prefeita de São Paulo, Deputada Federal, Ministra de Estado nos governos Lula e Dilma e Senadora da República pelo Estado de São Paulo; a Deputada Federal Benedita da Silva,  Servidora Pública, Professora, Auxiliar de Enfermagem, Assistente Social e Política pertencente ao PT, foi governadora do Estado do Rio de Janeiro; a cantora Leci Brandão, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 2010, candidatou-se ao cargo de Deputada Estadual por São Paulo, desde então, sendo reeleita em 03 (três) eleições consecutivas com números expressivos de votos, Leci defende pautas referentes a minorias e também luta por ações sociais nas periferias de São Paulo; a Vereadora Marielle Franco, Socióloga, Ativista Feminina e LGBTQ e Política que pertencia ao Partido Socialismo e Liberdade (PSol), elegeu-se em 2016 como Vereadora no Rio de Janeiro com a quinta maior votação e defendia os Direitos Humanos, mas foi vítima de assassinato há 02 anos e até hoje o inquérito não foi concluído pela Policia Civil do Rio de Janeiro, levantando várias dúvidas sobre os motivos que levaram ao assassinato da Vereadora e seu Motorista Anderson Gomes; a Senadora Mara Cristina Gabrilli,  é Psicóloga e Publicitária, pertence ao Partido Social Democrata Brasielro (PSDB), foi Deputada Federal a partir de 2011 e na última eleição concorreu a vaga no Senado Federal se elegendo com número expressivo de votos válidos; Simone Tebet, Advogada e Professora ocupa o cargo de Senadora da República e pertence ao MDB; Heloísa Helena, é Enfermeira, Professora e Política, filiada a REDE Sustentabilidade, foi a terceira mulher a receber  mais votos em uma eleição presidencial ficando atras somente de Marina Silva e Dilma Rousseff em 2010; Marina Silva, é Historiadora, Professora, Psicopedagoga, Ambientalista e Política filiada à REDE Sustentabilidade, em sua carreira política exerceu cargos de Senadora da Republica (1995-2011) e Ministra do Meio Ambiente (2003-2008), se candidatando ao posto de Presidente da República nas últimas 03 (três) eleições; Tabata Amaral é outro nome também que têm relevância nos últimos acontecimentos na política brasileira, Cientista Política, Congressista e Ativista pela Educação, formada em Harvard em Astrofísica e Ciências Políticas, Deputada Federal pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), faz parte da nova geração de mulheres na política brasileira, foi a sexta mulher mais votada no estado com apenas 24 anos de idade, hoje com 26 anos reforça o movimento feminino de mulheres na política, idealizadora do Movimento #VamosJuntas.

Foto: Reprodução – Marielle Franco (Vereadora – RJ)
EP #01 – Política: Substantivo Feminino? | com Paulinha
Fonte: Exame – Mulheres que compõem o Senado Federal

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Conheça as primeiras mulheres a ocuparem cargos relevantes na política brasieira

Dilma Rousseff – Primeira Presidente eleita do Brasil

Foto: Reprodução – Dilma Rousseff

Dilma Vana Rousseff , nascida em 14 de dezembro de 1947 , em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 1 de Janeiro de 2011, tomou posse como a 36º Presidente da República e a primeira mulher a chegar ao posto, ficando até em 31 de Agosto de 2016, em seu segundo mandato após sofrer um Impeachment. Durante o governo Lula, integrou os Ministérios de Minas e Energia e o de Chefe da Casa Civil (2005-2010), posteriormente. Economista e Política, Dilma Rousseff, foi ativista política durante a Ditadura Militar, chegando a ser presa e acusada de conspiração contra o governo militar (1964-1985). Graduou-se em Economia em 1977, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Joana Cacilda Bessa – Primeira Vereadora

Joana Cacilda Bessa, nascida em 26 de Setembro de 1898, filha de José Marcolino Bessa e Emília Rosa Botão. Foi a primeira vereadora brasileira eleita em 2 de Setembro de 1928, com 725 votos pelo município de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte. Foto: Reprodução

Luíza Alzira Soriano Teixeira – Primeira Prefeita eleita no Brasil e na América Latina

Foto: Reprodução – Primeira Prefeita eleita no Brasil e na América Latina

Nascida em 29 de abril de 1897, na cidade de Jardim de Angicos, Rio Grande do Norte, foi a primeira mulher eleita prefeita de uma cidade brasileira e também na América Latina, no Distrito de Lajes no RN. Ela somou 60% dos votos válidos em 1928 somente 3 anos após a conquista do direito ao voto e tomou posse em 1929. Alzira esteve a frente da Prefeitura de Lajes por pouco tempo, à época o cargo público se denominava “Interventor (a) Municipal”, deixando o cargo em 1930, após vitória de Getúlio Vargas como presidente, por entendê-lo ser uma afronta à democracia. Se manteve ativamente na política por anos e em 1945, candidatou-se vereadora pela UDN, reelegendo-se várias vezes. Faleceu em 28 de maio de 1963. Inspiradas pelos feitos e ações de Alzira, hoje existe uma organização sem fins lucrativos que visa contribuir com o aumento da representatividade feminina na política chamada Instituto Alziras.

Carlota Pereira de Queirós – Primeira Deputada Federal

Foto: Reprodução – Primeira Deputada Federal eleita no Brasil

Carlota Pereira de Queiroz, trecho de seu discurso de posse

“Além de representante feminina, única nesta Assembleia, sou, como todos os que aqui se encontram, uma brasileira, integrada nos destinos do seu país e identificada para sempre com os seus problemas”

Formada em Medicina e Pedagogia, a paulistana Carlota Pereira de Queiroz, também acumulava o talento de ser escritora e também uma mulher atuante na política. Em 1932, o Presidente em exercício Getúlio Vargas instituiu o Código Eleitoral Brasileiro, definindo que todo cidadão maior de 21 anos seria apto a ser eleitor, estabelecendo assim, por lei, o direito ao voto feminino. Entretanto, não havia obrigatoriedade das mulheres votarem e tal direito dependia da autorização do marido (!). Foi nesse cenário que em Maio de 1933, Carlota atuou como a primeira mulher a ser eleita como Deputada Federal representando São Paulo em legenda de Chapa Única na Assembléia Nacional Constituinte entre 1934 e 1935. Segundo consta, Carlota defendeu pautas femininas no Congresso durante esse período. Durante a Revolução Constitucionalista, movimento de contestação à Revolução de 1930, ocorrido em São Paulo em 1932, organizou, à frente de 700 mulheres, a assistência aos feridos. Permaneceu na Câmara até 1937 quando se instituiu o “Estado Novo”, quando foi destituída do cargo (1937-1945). Nesse período lutou pela redemocratização, porém, em 1964 apoiou o golpe militar que derrubou o governo João Goulart. Morreu aos 90 anos na cidade de São Paulo em 14 de Abril de 1982.

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Eunice Mafalda Berger Michiles – Primeira Senadora

Foto: Reprodução – Primeira Senadora Eleita

Eunice Michiles, paulistana, nascida em 10 de Julho de 1929, foi a primeira mulher a se eleger como Senadora no país. Após casar-se com Darci Augusto Michiles, mudou-se para o estado do Amazonas, norte do país, na cidade de Maués, onde ocupou cargos de liderança na escola onde lecionava. Nessa mesma cidade Eunice foi eleita vereadora mas durante a Ditadura Militar teve seus direitos cassados por 10 anos. Em 1974, foi eleita Deputada Estadual pelo ARENA. Em 1978, era suplente do Senador João Bosco de Lima, que faleceu no início do mandato, assim sendo assumiu seu lugar se tornando a primeira mulher a chegar a Senadora da República. Na verdade a primeira Senadora mulher do Brasil foi a Princesa Isabel, mas por Direito Dinástico durante o Império e não em processo eletivo como Eunice.

Iolanda Ferreira Lima – Primeira Governadora

Foto: Reprodução

Governadora do Acre entre 1986 e 1987, Iolanda Fleming, herdou o sobrenome do marido (ex-capitão-médico do exercito), Geraldo Fleming. Vereadora da capital do Acre Rio Branco de 1972 a 1976, chegando a Presidência da Câmara Municipal. Em 1978, foi eleita Deputada Estadual pelo Acre, chegando a vice-governadora em 1982, na chapa de Nabor Junior, onde permaneceu até 1986, quando Nabor foi disputar o Senado Federal, Iolanda assume o governo do Acre em substituição ao então governador. Ocupou o cargo até 1987, quando decidiu disputar as eleições para a Prefeitura de Rio Branco, na chapa de Jorge Kalume como vice-prefeita, cargo que permaneceu de 1989 até 1992.

Ellen Gracie Northfleet – Primeira Ministra do STF

Ellen Gracie – Ministra do STF

A carioca Ellen Gracie Northfleet, jurista e magistrada, foi Ministra do Supremo Tribunal Federal por 11 (onze) anos, de 2000 a 2011, sendo que entre 2006/2008 ocupou o cargo de Presidente do STF. Ellen foi nomeada pelo então presidente em exercício Fernando Henrique Cardoso, através de um decreto em substituição a vaga deixada pelo Ministro Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti pelo fato de sua aposentadoria. Ellen Gracie, possui extensa formação acadêmica na área jurídica e diversos trabalhos desenvolvidos na área, sendo premiada diversas vezes com prêmios e condecorações pelas ações e prestação de serviço a magistratura. Após sua aposentadoria a ex-ministra concedeu uma entrevista ao site Migalhas em que disse: “Devemos nos destacar pela nossa competência”, confira.

Esther de Figueiredo Ferraz – Primeira Ministra do Executivo

Foto: Reprodução: Esther de Figueiredo Ferraz

Nascida no bairro paulistano da Moóca, Esther de Figueiredo Ferraz, foi advogada e professora. Na política foi Secretaria de Estado e também Ministra da Educação e Cultura. Durante sua carreira exerceu vários cargos técnicos e administrativos tanto no Estado de São Paulo como no Governo Federal. Sua atuação política se deu em meio a Ditadura Militar, membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, de 1963 a 1964, e integrou o Conselho Federal de Educação de 1969 a 1982, em 1966/1967 ocupou, no Governo Militar do Marechal Castelo Branco, o cargo de Diretora do Ensino Superior do Ministério da Educação e Cultura. Foi Secretária da Educação de São Paulo, de 1971 a 1973, no Governo Laudo Natel. De 1982 a 1985 foi Ministra da Educação e Cultura no governo do General João Baptista Figueiredo. No ministério, ela regulamentou a emenda que estabeleceu percentuais mínimos obrigatórios para a aplicação na educação de recursos arrecadados com impostos. Além disso, Esther promoveu uma reforma universitária, que aperfeiçoou os planos de carreira de professores. Defendeu ainda a criação das escolas técnicas federais. Escreveu vários livros, como : “Os Delitos Qualificados pelo Resultado”; “A Co-Delinquência no Direito Penal Brasileiro”; “O Perdão Judicial”; “O Menor e os Direitos Humanos”; “Prostituição e Criminalidade Feminina”; “Alternativas da Educação”; “Caminhos Percorridos”; “A Filosofia de João Mendes Júnior”; “Mulheres Freqüentemente”; “Falas de Ontem e de Hoje”.

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Raquel Elias Ferreira Dodge – Primeira Procuradora Geral da República

Foto: Reprodução – Raquel Dodge

A goiana Raquel Elias Ferreira Dodge, nascida em 26 de Julho de 1961, em Morrinhos, se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de Procuradora Geral da República no Brasil. Jurista e Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília (1983-1986), pela UnB e em Direito pela Universidade de Harvard Law School (2007). Foi fellow do Programa de Direitos Humanos da Harvard (2005-2006) e visiting researcher no Programa de Pós-Graduação da Harvard Law School (2007-2008). Raquel ocupou o cargo de 2017 a 2019, quando foi substituída pelo atual Procurador da República Augusto Aras. Ingressou no Ministério Público Federal em 1987, classificada em 2º lugar. Tem intensa atuação nas áreas criminal, defesa de direitos humanos, meio ambiente e patrimônio público, índios e minorias (demarcação de terras, resolução de conflitos, construção de escolas, saúde indígena), consumidor e ordem econômica e também eleitoral.

Outras Mulheres que fazem a diferença pelo mundo

A luta pelo direito das mulheres vêm progredindo não só aqui mas também em outras partes do mundo. Temos autoridades reconhecidas no mundo como a Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, que vêm tendo um papel de liderança junto a União Européia, temos também Jacinda Ardern, Primeira Ministra da Nova Zelândia que está fazendo um trabalho espetacular diante da pandemia do #Coronavírus.

Fonte: Reprodução – Reuters

Através da história podemos citar vários nomes de mulheres que fizeram muito pela política global como Margaret Thatcher (ex-Primeira Ministra do Reino Unido), Hilary Clinton (ex-Presidente dos Estados Unidos), Michelle Bachelet (ex-Presidente do Chile), Michelle Obama (ex-Primeira Dama dos Estados Unidos), Valérie Précresse (ex-Ministra da Educação na França), Theresa May (ex-Primeira Ministra do Reino Unido), entre outras mulheres que fizeram parte da história política do mundo.

Foto: Reprodução – Reuters – Michelle Obama (ex-Primeira Dama dos Estados Unidos)

#Destaque: Ellen Johnson Sirleaf ex-Presidente da Libéria

Presidente da Libéria de 2006 até 2018, venceu as eleições de 2005 contra o ex jogador de futebol  George Weah, reeleita em 2011, ano que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com seu compatriota, Leymah Gbowee e a iemenita Tawakel Karman. Conhecida como “Dama de Ferro Africana”, formada em Economia e Matemática, foi Ministra das Finanças entre 1972 e 1973, até o país sofrer um golpe de estado. Após casar-se foi morar nos Estados Unidos onde estudou em Harvard. Após a redemocratização de seu país ao qual participou também junto com outras lideranças, se tornou presidente e hoje integra uma comissão de mulheres líderes mundiais, que lutam pela participação de mulheres na política.

Foto: Reprodução – Reuters

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