MARIELLE FRANCO E ANDERSON GOMES, 2 ANOS SEM RESPOSTAS …

Em 14 de Março de 2018, às 21h30min a socióloga e vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista Anderson Gomes eram assassinados na região central do Rio de Janeiro, no bairro do Estácio, em uma emboscada após saírem de uma reunião no bairro da Lapa (RJ), chamado Jovens Negras Movendo as Estruturas. A vereadora foi atingida com quatro tiros e seu motorista com 3. Hoje (14) completa exatamente 2 anos dessa barbárie e várias respostas ainda não foram dadas a sociedade brasileira e aos seus familiares.

A investigação corre sob segredo de justiça e pouco se sabe sobre o andamento das investigações policiais sobre o caso. Houveram duas prisões até o momento dos supostos executores do crime, o ex-PM Élcio Queiroz e o policial militar reformado Ronnie Lessa, que negam ter cometido os assassinatos. Os acusados devem ser submetidos a júri popular ainda esse ano.

Outras quatro pessoas foram presas em Outubro do ano passado por estarem sendo acusadas de ocultar provas do crime, inclusive a mulher de Ronnie Lessa. Segundo suspeitas os dois homens acusados de executar Marielle e Anderson, tinham alguma relação com Adriano da Nóbrega, ex-PM que comandava a milícia conhecida por Escritório do Crime, citado em alguns momentos do processo de investigação também como suspeitos de envolvimento neste caso. Adriano da Nóbrega, foi morto há cerca de 1 mês por policiais cariocas e baianos ao ser cercado em um sítio de um membro do PSL, partido responsável pela eleição do atual Presidente da República Jair Messias Bolsonaro.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, já foram ouvidas durante esses 2 anos, mais de 200 pessoas e o Gaeco diz que está checando rigorosamente cada fato para que tenha exatidão nas informações e chegue ao mandante do crime de forma assertiva.

Muitos nomes já foram citados mas sem profundidade, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, era vizinho de gabinete de Marielle Franco e segundo informações os dois chegaram a se desentender algumas vezes por posições contrárias um do outro. Outro também que foi citado durante uma investigação realizada por policiais de Brasília é de Domingos Brazão, político filiado ao MDB, empresário no ramo de postos de gasolina e ex-Deputado e Conselheiro (afastado) do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, segundo denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República), esse homem seria o mentor intelectual do assassinato da vereadora do PSol e do seu motorista. Essa denúncia foi assinada pela então procuradora da República Raquel Dodge.

A Rede Globo de Televisão, estreou um documentário sobre o caso Marielle Franco nesta quinta feira (12), sendo que os demais episódios estarão disponíveis em Streaming no Globo Play, encabeçado por Caio Cavechini, que já trabalhou no programa da mesma emissora Profissão Repórter. Segundo o Diretor de Produtos e Serviços Digitais da Globo, Erick Bretas, disse assim sobre o conteúdo produzido pela emissora: “O inconformismo com a morte de Marielle não é de esquerda ou de direita. Opõe civilização e barbárie. E estamos do lado da civilização. Por isso, resolvemos jogar luz sobre o caso”

Enquanto isso, a sociedade brasileira aguarda uma resposta das autoridades para um crime que chocou o país e o mundo devido a gravidade e repercussão. Mulher negra, socióloga, ativista pelos Direitos Civis e Humanos, oriunda de bairro de periferia “Favela da Maré”, com Mestrado em Administração Pública, cumpria seu primeiro ano de mandato como parlamentar na cidade do Rio de Janeiro, eleita com 46,5 mil votos, quinta maior votação das eleições de 2016.

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