INTERVENÇÃO ERRÔNEA AOS LIVROS: DESPREZO AO SENSO CRÍTICO E CONHECIMENTO

O neofascismo presente no governo atual nos remete a um dos piores regimes autoritaristas do século XX: o fascismo

Por Sidnei Rodrigues de Andrade*

Salve, parceiros!

A segunda guerra mundial trouxe uns dos piores regimes autoritaristas do século XX: fascismo. Refletindo sobre essa temática, li esse livro para compreender e entender o conceito:


Como funciona o Fascismo: a política do “nós” e “eles” de Jason Stanley.

O atual governo, sob gestão do presidente Jair Bolsonaro, representada pelo Ministério da Educação deixa clara sua principal política educacional e informacional:

“Não aceitamos qualquer conteúdo informacional que contém viés da esquerda brasileira, marxismo cultural e a ideologia de gênero.”


Analisando o discurso de fala, identificamos um dos posicionamentos do neofascismo na sociedade brasileira, chamada de anti-intelectualismo.

Mas, o que isso significa em nossas vidas?


O autor pesquisador Jason Stanley, explica:

“A política fascista procura eliminar qualquer que seja o discurso/conteúdo público que não atendem a ideologia fascista, sempre atacando e desvalorizando a educação, a especialização e a linguagem”. (STANLEY, pg.48)

Recentemente, informações veiculadas na imprensa sobre a destruição de livros e impedimentos de acesso a obras literárias clássicas, têm validado uma série de fatos que acontecem no cenário político brasileiro.


Quando observo, leio e ouço essas informações que o Estado “vigia” e “controla” os livros e as informações a sociedade civil, que é uma atitude de intervenção errônea demais, lembro do clássico do cinema: Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, de 1966.

Baseado no livro homônimo, filme expõe a tensão social da opressão do autoritarismo nazista do mundo pós- segunda guerra

Será que a vida imita a arte ou a arte imita a vida?

É muita coincidência, ou de fato, a extrema direita brasileira está promovendo uma intervenção errônea aos livros. E indiretamente faz uma “campanha” de desprezo ao conhecimento e senso crítico dos seres humanos?

Por quê, não há um incentivo pelo exemplo, na qual os principais representantes da política, artistas e intelectuais compartilham seu hábito de leitura com todos nós?


Pelo que observo, quanto mais “proibir” o acesso aos livros e o conhecimento, mais estes serão disseminados, uma vez que a natureza humana é nutrida pela curiosidade.

Qualquer cidadão, pode ter acesso a informação. E não podemos, jamais, perder esses dois conceitos, extramente, importantes neste século XXI: a liberdade de expressão e a democracia.

Publicado em 1949, o livro futurista revela o tom nefasto dos regimes totalitários

O principal lema do livro da sociedade distopia é: a ignorância é a força! Acompanhe alguns cidadãos-leitores que leram a obra e pergunte o que achou do livro e qual foi o aprendizado?

Um livro que li, pela primeira vez, e me apaixonei:
Quarto de Despejo – um diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus.

Diário do cotidiano na favela da catadora de papel, Carolina Maria de Jesus 

A saudosa escritora negra afro-brasileira, Carolina Maria de Jesus tem uma espetacular frase que apresenta a importância dos livros em sua história de vida:
“Quem tem livro em suas mãos para ler e ouvir, tem um amigo a longo da estrada da vida”.

Me despeço, com um muito obrigado, a leitura dessa coluna.
Abraços, até a próxima!

Fotos: Pixabay e Amazon (divulgação)

Sidnei Rodrigues de Andrade
Colunista

*Sidnei Rodrigues de Andrade – Bibliotecário, apaixonado pelo universo da literatura, Co-autor do livro Despertar do Mestre e colunista do Sala Secreta, Blog da Monitoria Cientifica FaBCi ( Admiráveis Bibliotecas Comunitárias) e Bibliothiking. Nas redes sociais, administrada as páginas do Facebook: Biblioteconomia –FESPSP, Atividades Complementares FaBCi – FESPSP e co-administrada a Rede de Pesquisador@s das Literaturas de autoria Negra e Afro-Brasileira.

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