ERA UMA VEZ UM “BOBO DA CORTE” QUE ACHAVA SER “MC”. EIS … FERNANDO HOLIDAY

Brincando de fazer Rap, Fernando Holiday desconstrói os valores de um legado de lutas travadas há décadas

Era uma vez um bobo da corte que achou que era MC. Eis:  Fernando Holiday. É assim senhoras e senhores que irei iniciar essa história aos meus netos em algumas décadas, ao me referir a esse fatídico momento.

Um “twitt” do Emicida que falava sobre alguém que estava brincando de fazer rap, deu o start para esse fatídico momento. Sim, pasmem: o vereador de direita do MBL “Fernando Holiday”, um cara mau intencionado, que agora se autodenomina “rapper” está desconstruindo os valores da luta que travamos há décadas.

Esse indivíduo que já criticou o rapper carioca Borges, o chamando de lixo, não só segue nos desrespeitando como acredita que está acima de tudo e de todos. Sua intenção está mais em dividir e não somar com a nossa cultura.

No entanto, ao acompanhar a repercussão no noticiário fiquei ainda mais decepcionado pois, o óbvio não foi escrito. Isso porque Holiday está fazendo uso do Rap por conta das eleições para autopromoção, com um cover mal feito da introdução da série norte americana “Um Maluco no Pedaço”, estrelada pela icônica dupla do Hip Hop “DJ Jazzy Jeff e The Fresh Prince”, sendo este “Will Smith”, um dos maiores atores negros de todos os tempos.

O vereador publicou em seu perfil no Twitter as seguintes palavras:

Pois bem, segundo a publicação a música conta um pouco da sua “estória” e de sua “vivência” longe da ideologia de esquerda, seus “desafios” e “superação ” na vida.

Família, na real, estou atônito. Mas, não ficaremos nulos diante de tal situação.

Sigo refletindo enquanto escrevo, mas tá difícil porque é inimaginável alguém ter esse tipo de ousadia com algo que não faz parte da sua vivência. Não há empatia, tampouco participação na construção de uma cultura tão linda na qual tenho dedicado mais de 20 anos da minha vida. É indignante ver a nossa cultura ser usada e desconstruida para única e exclusiva auto promoção e ainda fazendo chacota da cultura.

E não contente, o bacana retrucou Emicida dizendo que ele não era dono do rap e nem da periferia. Tirem suas conclusões:


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Categorias:HIP HOP, POLÍTICA

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