#DIVERSIDADE: AUTORAS NEGRAS E ÍNDIAS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Comemorado neste sábado 25 de julho, Dia do Escritor é uma oportunidade para discutir a participação das mulheres na literatura

Em 25 de julho comemora-se o Dia do Escritor. Instituída pela União Brasileira de Escritores (UBE), em 1960, a data é uma oportunidade para discutir a participação das mulheres na literatura. Djamila Ribeiro, Sueli Carneiro, Vilma Piedade, Graça Graúna e Lia Minapoty são exemplos de renomadas escritoras brasileiras negras e índigenas, reconhecidas mundialmente, que tem suas obras e ativismo voltado para a representatividade das mulheres negras e índ

Atualmente, cerca de 4.486 autores estão inscritos como associados na União Brasileira de Escritores. Até 2018, cerca de 350 mil obras literárias de autores brasileiros estavam catalogados na Biblioteca Nacional. Além de constituírem a maioria da população brasileira, as mulheres também formam o maior público consumidor de livros no país.

Neste ano, segundo o calendário da Câmara Brasileira do Livro, devido a pandemia de COVID-19, muitos eventos foram cancelados ou adiados, enquanto outros estão sendo realizados virtualmente. Dentre os principais eventos literário do país, estão: Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Festa do Livro da USP, Festa de Literatura POP- FLIPOP, Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), Encontro Literário do Cerrado – Elicer, Bienal Mineira do Livro, Bienal do Livro de Salvador, Salão do Livro da Paraíba, Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes e Festa Literária de Santarém.

Formar um leitor consciente desde a infância. Este é o trabalho de autoras que direcionam suas obras para a representatividade e a diversidade. Elas podem não ser conhecidas da grande mídia, mas seus livros esgotam-se rapidamente assim que lançados, seus eventos são repletos de crianças e adultos por todo o país e que no fundo deveriam ser conhecidas por todos. Cada uma traz personalidade e características peculiares para as suas obras.

Nesse cenário, emergem não só leitoras, mas escritoras em todas regiões, apresentando belas obras de ficção, não-ficção, poesias e crônicas. Hoje vamos apresentar algumas expoentes da literatura que você precisa conhecer :

Kiusam de Oliveira 

Aos 16 anos, teve seus primeiros contatos com a dança-afro, na Escola de Samba Unidos do Peruche. De 2000 a 2007 montou a “Corte dos Orixás” do Bloco Afro Ilu Obá de Min, em São Paulo e começou a ministrar a oficina Ará Ayó: Dançando e Cantando com os Orixás, em São Paulo e em todo o país. Também a partir daí, foi se aprofundando em danças-afro-brasileiras. Desde 2007 integra como bailarina e coreógrafa o show Tecnomacumba, de Rita Benneditto.

A partir de 2009, iniciou uma sequência de lançamentos literários, com grande repercussão nacional e internacional. Suas obras foram premiadas por diversas frentes: com o livro Omo-Oba-Histórias de Princesas, altamente premiado e que em 2019 completou dez anos de sua primeira edição.

Prêmio ProAC Cultura Negra 2012 (O Mundo no Black Power de Tayó) e elencado no ranking dos dez livros mais importantes do mundo, em direitos humanos, pela ONU, entre outros. Até o ano de 2019, a multi-artista dedicou-se também às atividades acadêmicas, tendo se mudado para o Espírito Santo para lecionar na Universidade Federal do Espírito Santo. Após um longo jejum e retornando ao eixo Rio-São Paulo, assinou em janeiro de 2020 contratos para quatro novos e aguardados lançamentos literários, estando dois deles previstos para o primeiro semestre: O Black Power de Akin (março de 2020), pela Editora de Cultura e O Mundo de Tayó em Quadrinhos (junho de 2020), pela Companhia das Letrinhas. 

Bianca Santana 

Bianca é jornalista, escritora, cientista social, mestre em Educaçã. É de se esperar que haja muito trabalho seu disponível por aí. E é verdade: ela já organizou diversas coletâneas. Mas a dica para os leitores mais jovens é o livro Quando me descobri negra, em que narra experiências suas e de outras pessoas negras relacionadas ao racismo cotidiano.

Cidinha da Silva

Cidinha tem uma participação política e social bastante forte. Já atuou no Geledés, – Instituto da Mulher Negra, que chegou a presidir. Em 2005, fundou o Instituto Kuanza, que desenvolve projetos de educação, ações afirmativas, pesquisa, comunicação, juventude e articulação comunitária. Mas ela também tem livros publicados: escreveu Os nove pentes d’África (Mazza Edições, 2009) e Kuami (Pólen Livros, 2019).

Eliane Potiguara

Mulher, escritora, ativista indígena. Indicada ao projeto internacional “Mil mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”. Essa é Eliane Potiguara, uma das principais autoras indígenas da atualidade. De origem potiguara, trabalha com projetos de propriedade intelectual indígena e participa da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Entre seus livros, estão O pássaro encantado (Jujuba, 2014) e A cura da Terra (Editora do Brasil, 2015).

Heloisa Pires Lima 

Ela já é conhecida na literatura infantil, em que atua há mais de 20 anos. Mas tudo começou durante seu trabalho como antropóloga e educadora. Heloisa começou a notar a ausência de personagens negras nas histórias literárias e, então, passou a estudá-las e escrevê-las. Hoje, já realizou trabalhos de organizar antologias com protagonistas negros, como O pescador de histórias (editora Peirópolis, 2004). editar selos e escrever seus próprios livros. Entre eles, estão Histórias da Preta (Companhia das Letrinhas, 1998) e A semente que veio da África (Salamandra, 2005).

Preta Rara

No livro, “Eu, empregada doméstica: a senzala moderna é o quartinho de empregada ( Ed. Letramento) a escritora, historiadora e rapper, Preta-Rara traz o relato de experiências vividas por ela e outras mulheres que também exerciam a função. “Relembrar minhas dores e vivenciar as dores das trabalhadoras em cada relato que leio diariamente é um dolorido profundo, porém necessário fazer a nossa voz ecoar”.

Imagens: Divulgação

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