DIA 13 DE MAIO: UMA DATA A SER CONTESTADA POR NÓS: SERÁ QUE FOMOS REALMENTE LIBERTOS?

Entenda porque não comemoramos o dia 13 de maio. Dia em que a lei áurea foi constituída oficialmente no Brasil por carta assinada pela Princesa Isabel no ano de 1.888.

Uma polêmica tomou conta hoje, quarta-feira, (13/05), após publicações de artigos pela Fundação Palmares questionando o Movimento Negro e a história de Zumbi dos Palmares. Além disso o Presidente da Fundação Palmares em exercício, o senhor Sérgio Camargo também publicou vários textos em sua conta do twitter, atacando o Movimento Negro Brasileiro e Zumbi dos Palmares. Saiba mais em reportagem publicada pelo Jornal O Globo, clicando aqui.

Essa data vêm sendo temas de debates e pautas de discussão há algum tempo aqui no Brasil, personalidades e ativistas do Movimento Negro questionam a forma em que a situação dos ex-escravos foi tratada pela realeza na época da abolição. Os livros escolares apontam que a figura da Princesa Isabel, responsável pela assinatura da carta de abolição, descreve uma “super heroína” que através de seu “poder sobrenatural” de assinar a Lei Áurea, libertou milhões de escravos que dali para frente “viveram felizes para sempre” … mas não foi bem assim a verdadeira história. O Brasil só diminuiu com o tráfico de escravos por pressão internacional, principalmente vindo da Inglaterra.

Após a Libertação dos Escravos, aqui no Brasil, vale salientar que nosso país foi um dos últimos a conceder essa tal liberdade ao povo preto, sendo assim não tiveram nenhum tipo de amparo social e resguardo para iniciarem uma vida livre, digna e com autoestima. Pelo contrário, muitos partiram para os guetos das cidades, cortiços, interiores, vivendo nas ruas, visto que não tinham onde morar, não tinham sequer garantia de trabalho, pois o Brasil já iniciava um processo embrionário de importação de europeus para trabalharem aqui, um processo de higienização da raça pois a elite já havia percebido que naquela época a população preta já era grande maioria entre os brancos portugueses e seus descendentes. (este é um assunto para um outro momento oportuno).

Saiba mais através da matéria publicada no Site do Geledès: clique aqui.

Princesa Isabel

Infelizmente há uma resistência e não há vontade política no momento em se dar enfase a este tema, pois a agenda política vigente é desagregadora e preconceituosa, no que se diz respeito a reparação de erros do estado brasileiro para com os povos pretos que foram escravizados aqui e também com os povos indígenas (que também em momento oportuno vamos ressaltar).

Em publicação no site do Sindicato dos Bancários de São Paulo, em maio de 2019, o dirigente sindical Fábio Pereira, integrante do Coletivo de Combate ao Racismo, ressalta:

“Os livros de história colocam a princesa Isabel com heroína, e os negros como finalmente livres. O movimento negro, no entanto, luta para trazer à tona a verdadeira história: de que a abolição só existiu no papel. E a escravidão foi oficialmente abolida não por vontade da princesa, mas porque o sistema econômico na época achava mais rentável ter trabalhadores assalariados livres, contanto que fossem europeus”

Fábio Pereira, integrante do Coletivo de Combate ao Racismo do Sindicato dos Bancários de São Paulo. (Fonte: https://spbancarios.com.br/)

Leia a matéria na íntegra, clicando aqui.

TV Brasil

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