CARNAVAL: ENTRE HISTÓRIA E ATUALIDADES

Há relatos que na Grécia, Egito, Roma, Mesopotâmia e entre os Hebreus, aconteciam festas similares ao que hoje conhecemos como “Carnaval”.

No Egito havia uma festa que se comemorava a saída do inverno e a chegada da primavera. Quando “Alexandre o Grande” conquistou o Egito, os gregos incorporaram a festa aos seus costumes também. E por fim, Roma em comemoração à época de colheita exaltavasse “Saturno” o deus da Agricultura.

Hoje o que conhecemos sobre carros alegóricos pode ter surgido em Roma, um desfile de carros em formato de navios e embarcações, onde eram expostos pessoas nuas desfilando nesses carros, chamava-se de “Carrum Navalis”, Carro Naval em Latim. Daí que alguns pesquisadores e historiadores defendem que vêm a origem da palavra “Carnaval”.

Outra tese defendida por pesquisadores é que o nome vem da expressão “Carnem Levare”, que vêm do latim e significa ficar livre da carne, pois antecedia a quaresma, período em que cristãos católicos se resguardavam de diversos hábitos, inclusive de ingerir carne vermelha, surgindo durante a idade média em Roma, porém, a adesão não foi muito bem sucedida entre os povos que sabendo que ficariam 40 dias pagando tal penitência abusavam da comilança nos quatro dias que antecederiam a quaresma.

No Brasil, a tradição do Carnaval veio através dos portugueses que celebravam uma festa conhecida como “Entrudo”, mas que não tinha música e nem dança. Era uma espécie de brincadeira entre a comunidade que jogavam desde água até lama nas pessoas que circulavam pelas ruas.

Em meados de 1890, surgiu a primeira marchinha composta por “Chiquinha Gonzaga”, chamada “O Abre Alas” que foi cantada pelas ruas do Rio de Janeiro pelo cordão “Rosas de Ouro”.

A primeira escola de samba surgiu em 1928 e chamavasse “Deixa Falar” e em 1929 acontece no Rio de Janeiro o primeiro concurso de escolas de samba. Naquele ano concorreram somente 3 (três) escolas de samba: “Estação Primeira de Mangueira”, “Estácio de Sá” e “Osvaldo Cruz” (atual Portela).

Hoje o Carnaval é uma festa gigantesca que movimenta milhões de pessoas e gera uma circulação econômica grandiosa dos países que a realizam. Em São Paulo por exemplo, a festa deve movimentar cerca de 906 milhões de reais, segundo a Fecomércio.

Entre blocos, trio elétricos, escolas de samba, festas particulares e festas coletivas, o carnaval movimenta milhares de pessoas e gera empregos em diversas áreas, seja no comércio, na prestação de serviços ou vendas.

As principais cidades brasileiras que investem no carnaval são: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda e Belo Horizonte.

Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a festa movimentará 8 bilhões de reais nesse feriado prolongado na economia.
O Ministério do Turismo calcula que pelo menos 36 milhões de brasileiros vão passar o feriado nos seis principais destinos carnavalescos do país e no Distrito Federal.

O maior faturamento provavelmente ficará no estado do Rio de Janeiro que ficará em torno de 2,6 bilhões. Seguido por São Paulo com 1,94 bi e Bahia com 1,36 bi. Minas Gerais, Pernambuco, Distrito Federal e Ceará estarão com o restante dessa fatia.

É inegável que o Carnaval é uma das principais festas do Brasil e de outros países do mundo. Aqui procuramos resgatar um pouco da história e trazer alguns pontos atuais para que vejam a importância e relevância dessa grande celebração. Desejamos a todos um excelente carnaval!

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