Após comentários racistas em uma publicação do rapper no Instagram, jovem gravou áudio pedindo desculpas
Na semana passada, o rapper Dexter fez uma postagem em seu Instagram comentado a sua insatisfação em relação aos ataques de policiais militares a jovens pretos da periferia, e foi atacado por um internauta com ofensas racistas.
Dexter é um dos rappers mais respeitados pelo movimento, pois sua caminhada já atravessou gerações. Fundador do grupo 509-E, juntamente com seu parceiro de grupo Afro-X, os artistas fizeram sucesso no final da década de 90 e início dos anos 2000.
Dexter sempre foi um defensor da causa dos direitos humanos e civis, e após dois atos de violência cometidos por policiais militares a jovens pretos, o rapper destacou sua insatisfação em seu perfil no Instagram. Ao comentar a publicação, o hater @eaerafael atacou Dexter com ofensas racistas, chamando o rapper de macaco. Pelo que consta, o jovem racista achou que ia ficar por isso mesmo, mas Dexter leu seu post e respondeu perguntando ao rapaz quem ele tava chamando de macaco e o jovem continuou os ataques, ignorando a prática de crime de injuria racial.
Em menos de dois dias, Dexter localizou o racista, um adolescente de 15 anos que mora no Rio de Janeiro, e foi pessoalmente cobrar a postura do jovem na rede social. E como de costume, o racista recuou.
Conforme áudio publicado no seu Instagram, Dexter concedeu ao jovem a oportunidade de se desculpar pela falta de respeito e preconceito racial que demonstrou em seu post não só com ele, mas, com todos que se sentiram ofendidos. Para Dexter, se optasse pelas vias judiciais a punição poderia não dar em nada, mas, para ele na “lei da rua” a cobrança chega com mais eficácia.
Ainda assim, reforçamos a importância de procurar os meios legais para a denúncia de todo e qualquer crime. E que casos como esses, sirvam de exemplo não só para este jovem extirpar o racismo e mudar sua postura mas, principalmente, para lembrar a todos os criminosos e haters de plantão que a internet não é “Terra de Ninguém”.
DENUNCIE!
Casos como esses, sejam de injúria racial ou de violação de direitos humanos não podem ser banalizados, sejam eles no mundo real ou virtual.
As denúncias contra crimes raciais e de intolerância podem ser feitas, tanto em delegacias (comuns ou especializadas) ou por canais de denúncias de violações de direitos humano, dentre eles o Disk 100 ou pelo portal Safernet.
SAIBA MAIS
Marcos Fernandes de Omena (47), Dexter, nasceu em São Paulo e cumpriu 13 anos de sentença no sistema prisional. Desde sua saída, tem percorrido o país fazendo shows e palestras. Originário dos anos 90 no Rap, Dexter integrou o grupo Tribunal Popular e chegou a lançar um videoclipe com a música “Animais Irracionais”, lançado pelo Projeto Rap Brasil vol. 1, gravadora Hot Line Records.





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