Responsáveis por disseminar a cultura Lowrider, os ‘Pachucos’, jovens de origem latino-americana, gostavam de exibir o estilo em suas roupas e desfilando com seus carros baixos e lentos
Ao contrário dos norte-americanos que se identificavam com carros cada vez mais velozes, os chamados ‘Pachucos’, jovens de origem latino-americana, gostavam de exibir a cultura Lowrider no estilo de suas roupas e nos carros baixos e lentos. Segundo Victor Rodder, em uma matéria para a Revista Hot Rods ( clique aqui para ler a íntegra) , a origem da cultura Lowrider teve início anos 30 nas comunidades latinas do sudoeste do México:
Naquela época, os jovens “Pachucos”, com seus ternos Zoo, para darem um efeito diferenciado em seus carros, faziam com que eles rodassem de maneira a parecerem orgulhosos, de peito estufado. Para isso, sacos de areia eram colocados no porta-malas, o que dava a impressão de que os carros eram mais baixos. O objetivo dos lowriders, desde aquela época, era cruzar as ruas rodando o mais baixo e lentamente possível, “low and slow “ – “bajito y suavecito”.
Victor Rodder, Revista Hot Rods
Por sua vez, “Ricardo Petito”, membro do Revolução Car Club, relata que a cultura surgiu de fato nos anos de 1950, no pós guerra onde os jovens latinos que voltaram da segunda guerra mundial adquiriram conhecimentos técnicos de hidráulica e implementaram nos carros semi-novos que conseguiam comprar. Conforme relata em vídeo veiculado pelo canal WebMotors (clique aqui para assistir) defende que a história da cultura se iniciou na década de 70 em Los Angeles, Estados Unidos. o vídeo.
Um dos pioneiros da cultura #Lowrider aqui no Brasil são os moradores do bairro da Moóca, zona leste de São Paulo. Considerado um embaixador da cultura lowrider e chicana no país, Alemão ( fundador do Otra Vida Bike Club) teve o primeiro contato com a cultura em meados de 1995. Já Tata e Japonês são fundadores e membros do Vida Real Car Club. Juntos, o trio protagoniza a série Lowrider Brasil, que foi transmitida pelo canal Discovery Channel.
Atualmente, a cultura Lowride está espalhada pelo mundo, conquistado cada vez mais adeptos.Em países, como o Japão a cultura tem forte presença, principalmente na cidade de Nagoya (saiba mais sobre a cultura chicana no Japão clicando aqui]. Assim como os sul-americanos, afro-americanos e, também, outros grupos étnicos se apropriaram de forma singular da cultura Lowride.
Confirma, a seguir o mini-doc “South American Cho-Low” que conta um pouco mais sobre a cultura Lowride. Na produção, aparecem diversos entusiastas do estilo, dentre eles o próprio Alemão da Otra Vida, Luiz Gordo (tatuador) da cultura chicana, Duel e Mariana (Lado Norte).




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