Entre as empreendedoras negras, 79,4% não dispõem de reservas financeiras, enquanto 48% das mulheres precisam de auxílio financeiro para manter o negócio ativo, revela pesquisa do ID_BR
Diante do atual cenário econômico gerado pelo #Coronavírus, faz emergencial trazer à tona a situação financeira de mulheres negras que, de acordo com o IBGE, representam um público equivalente a 60 milhões de pessoas – 28 % da população brasileira. A preocupação com este público específico tem como base o estudo do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(2018) , o qual aponta que a vulnerabilidade das mulheres negras ao desemprego é 50% maior do que a de mulheres não negras.
Por isso, é necessário pensar na sua sustentabilidade econômica durante e pós-pandemia e compreender que, por representarem uma grande parcela entre as empreendedoras e estarem na base dos cargos das empresas, o colapso de suas carreiras e empreendimentos pode gerar também o colapso de diversos setores. Isto porque esta população movimenta, sozinha, em torno de R$704 bi por ano, no Brasil (Instituto Locomotiva, 2019).
A interdependência de cadeias e setores inteiros que têm estas mulheres como parte dos seus setores produtivos, ganha evidência na pesquisa “Saúde financeira das mulheres negras em tempos de Covid-19”, realizada pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) em parceria com a EmpregueAfro, Empodera e a Faculdade Zumbi dos Palmares, que juntos reúnem iniciativas voltadas à empregabilidade de pessoas negras e aceleração da Igualdade Racial no mercado de trabalho.
Perfil das entrevistadas
O mapeamento das mulheres negras resultou em 3 perfis: profissionais alocadas em empresas nacionais (20%), profissionais alocadas em empresas multinacionais (7,8) e empreendedoras (72%). Nesta parcial, as profissionais em empresas nacionais ou internacionais corresponde, a 27,8% do total.
Entre as empreendedoras, 54,3% disseram ser as únicas no seu empreendimento; 19,4% informaram ter de 1 a 2 funcionários, 2,3% das que gerenciam seus negócios possuem de 3 a 7 funcionários, 1,7%.
A partir desta análise, 48% das mulheres respondentes precisam de auxílio financeiro para manter o negócio ativo. E 56% afirmam ter custo mensal médio entre 1 mil a 5 mil reais, orçamento superior à ajuda oferecida pelo governo, de R$600.





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