Conheçam mulheres que fizeram e fazem a diferença pelo mundo e marcaram seu nome na história de nossa sociedade moderna!

Angela Davis

Através da história as mulheres protagonizaram grandes mudanças em nossa sociedade, porém, muitas vezes são ofuscadas por uma cultura patriarcal e preconceituosa que minimiza esses feitos. Num contexto histórico, tivemos grandes exemplos de mulheres que fizeram parte da história e que transformaram sociedades através de seus pensamentos e ações, podemos citar algumas delas como: Komako Kimura, ativista lutou pelos direitos femininos ao voto nos Estados Unidos, participou da Marcha em Nova Iorque em 1917; Angela Davis, ativista, integrante do Partido Comunista Americano, militante dos Panteras Negras, professora e filosofa socialista norte americana que luta pelos direitos civis, direitos humanos, contra o racismo e feminista; Rosa Parks, símbolo de luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, ela se negou a dar lugar a um homem branco em um ônibus em plena segregação racial nos Estados Unidos; Kathrine Switzer, primeira mulher a participar da Maratona de Boston, em 1967, durante a corrida foi quase impedida de continuar correndo por um homem que invadiu a pista; Mary Winsor, uma lutadora pela liberdade feminina de 1917; Annette Kellerman, presa acusada de indecência, em 1907 propôs um traje de banho para frequentadores de praias e piscinas, o traje cobria todo o corpo da mulher, mesmo assim, foi presa; Bertha Von Suttner, primeira ativista feminina a receber um Prêmio Nobel da Paz; Suu Kyi, Ela cumpriu prisão domiciliar por 15 anos, por fazer uma campanha pró-democracia; Nísia Floresta Augusta, mulher brasileira, primeira a lutar pela emancipação feminina. Foi precursora do feminismo no Brasil, e conhecida por alfabetizar meninas e mulheres. Uma das primeiras mulheres a fazer publicações em jornais; Maria Lacerda de Moura, dedicada as causas sociais, atuou como educadora em Minas Gerais e em São Paulo. Trabalhou também para imprensa anarquista nacional e internacional. Se hoje as questões sobre maternidade consciente, amor livre e direito da mulher ao amor são debatidos, é graças a ela.

Rosa Parks

Dentro desse universo temos algumas mulheres que ainda jovens estão se destacando na luta pelos seus direitos humanos, civis, políticos e comunitários, bora conhecer quatro das muitas jovens que estão espalhadas pelo mundo fazendo a diferença?

Malala Yousafzai

Ativista paquistanesa, conhecida pela luta dos direitos humanos, das mulheres e pela educação em sua região natal, no nordeste de seus país, local onde onde os talibãs impedem os jovens de frequentar a escola. Aos 11 anos escreveu e publicou um diário anônimo sobre sua vida no Paquistão sob o regime do Talibã, rapidamente o diário se tornou um sucesso, passando a falar publicamente sobre o assunto. Malala foi atacada em represália ao seu ativismo político com um tiro na cabeça, essa tentativa não fez cessar a vontade de Malala pelos seus direitos como cidadã paquistanesa e não impediu que a jovem continuasse sua luta pelo direito a educação. Em 2014, se tornou a pessoa mais jovem a ganhar um Prêmio Nobel da Paz, foi capa da Revista Time e sem seu discurso de agradecimento após o Prêmio Nobel disse:

“Esse prêmio não é somente para mim. Ele é para aquelas crianças esquecidas que querem educação”, disse Malala em seu discurso de agradecimento.

“(O prêmio) é para aquelas crianças assustadas que querem paz. É para aquelas crianças que não têm voz e querem mudança. Estou aqui para defender seus direitos, para fazer com que suas vozes sejam ouvidas… não é tempo para termos pena deles. É o tempo de atuar para que essa seja a última vez que nós vemos uma criança privada da educação.”

Malala Yousafzai

Greta Thunberg

Ativista e ambientalista sueca Greta Thunberg, liderou o Movimento Greve nas Escolas pelo clima em frente ao Parlamento sueco, em dezembro de 2019. No início, foi uma manifestação solitária. Depois, o protesto cresceu e reuniu mais de um milhão de crianças e adolescentes em mais de 100 países – os estudantes têm feito paralisações em escolas em protesto contra as mudanças climáticas. A partir de seus atos em prol da defesa contra o aquecimento global e os problemas climáticos, Greta inspirou diversos jovens pelo mundo como, Alexandria Villasenor, 14 (Nova Iorque – EUA), fundadora do Movimento Earth Uprising; Jamie Margonlin, 17, ativista climática americana que lidera a Zero Hour, organização de ação climática sediada em Seattle, Estados Unidos; Artemisa Xaquiabrá, 19, brasileira, ativista das causas indígenas, foi um dos destaques junto a Greta, em 2019 na Cúpula do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), sediada em Nova Iorque, juntas promoveram uma greve geral na semana do evento; Autum Peltier, 15, assim como Artemisa é indígena também mas nascida no Canadá, na reserva Wiikwemkoong Unceded, chamou atenção dos políticos canadenses ao defender a conservação da água e sua sacralidade e pureza, assim como sua tribo já o faz. Através da política denunciou os mal tratos que os povos indígenas sofrem no Canadá; Howey Ou, essa chinesa, 16, é uma das principais figuras que alavancou as greves de sexta na China, afim de pressionar o governo chinês a diminuir a poluição climática.

“Dado que nossos líderes se comportam como crianças, temos de assumir a responsabilidade que eles deveriam ter assumido há muito tempo”, disse Greta em uma conferência da ONU sobre mudanças climáticas, no ano passado.

“Temos de entender o que as gerações anteriores nos deixaram, o desastre que elas criaram e que agora temos de limpar. Temos de fazer com que nossas vozes sejam ouvidas.”

Greta Thunberg

Greta assumiu abertamente sua condição de autista e contou como isso ajudou seu ativismo.

“A Síndrome de Asperger me fez pensar e ver que as coisas fora da estrutura tradicional. Eu não acredito em mentiras facilmente, consigo ver através dessas mentiras”, disse ela, em entrevista recente à BBC.

Greta Thuberg

Em janeiro, ela discursou para líderes mundiais que se reúnem todos os anos para o Fórum Econômico de Davos.

“Nossa casa está em chamas. Estou aqui para dizer a vocês que nosso planeta está em chamas”, disse Greta, na reunião.

Greta Thuberg

Emma Gonzalez

Em fevereiro de 2018, um homem armado com um fuzil semiautomático matou 17 pessoas em um tiroteio na escola secundária Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, no estado da Flórida, Estados Unidos.

Após o sangrento massacre, Emma González, que tinha 18 anos, emergiu como uma das líderes de um movimento para controle de armas e desarmamento nos Estados Unidos. Participou da fundação de um grupo que promove o controle de armas, chamado Never Again (Nunca Mais).

Em março desse ano, ela fez um discurso emocionante na Marcha pelas Nossas Vidas, com centenas de milhares de pessoas em Washington – o protesto exigia o controle de armas de fogo nos Estados Unidos.

No discurso, ela leu os nomes de seus colegas de classe que morreram no massacre da escola. Logo depois, a multidão ficou quatro minutos em silêncio, tempo que durou o ataque ao colégio.

“Lutem por suas vidas antes que seja trabalho de outra pessoa”, concluiu seu discurso, que foi ovacionado pela multidão.

Emma Gonzales

Após a campanha de González e seus colegas, os deputados da Flórida aprovaram a Lei de Segurança Pública da Marjory Stoneman Douglas High School, que aumentou de 18 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas de fogo no Estado.

Amika George

Após tomar conhecimento de que uma instituição de caridade que geralmente enviava produtos menstruais para meninas na África teve de redirecioná-los para Leeds, cidade inglesa, porque havia meninas que não podiam pagar por eles. A estudante Amika George decidiu que precisava fazer algo para combater a chamada “pobreza menstrual”. A jovem Amika fundou uma campanha #FreePeriods, traduzindo como Menstruação Grátis, aos 17 anos, organizou um protesto em frente à residência oficial da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, em 2017, a manifestação reuniu 2 mil pessoas vestidas de vermelho, pedindo que o governo fizesse algo pela causa. Após vários protestos o governo cedeu a pressão e anunciou em março de 2019 que financiaria produtos de saúde gratuitos para todas as escolas e faculdades do Reino Unido.

“Para mim, #FreePeriods mostrou que um único adolescente irritado pode ter um impacto político real por meio do ativismo”, disse a jovem.

Amika George

Saiba mais: Para além de Greta: os jovens que protestam pelo clima (Nexo Jornal) | 5 adolescentes que estão tentando mudar o mundo (BBC) | As oito magníficas: Amika George (Vogue)

Acompanhe as nossas publicações pelo site e redes sociais. Contamos com o seu apoio, compartilhe os nossos conteúdos ou contribua com a nossa campanha no Apoia.se!


Descubra mais sobre Sala Secreta

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Tendência

Descubra mais sobre Sala Secreta

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo