Ao escolher a ‘lente’ que usamos, podemos ampliar ou limitar nossas perspectivas
Por Ilana Bispo dos Santos*
Durante o ano, podemos aprender com outras pessoas ou sermos autodidatas. Com estes aprendizados temos a chance de chegar ao fim do ano com uma cosmovisão diferente e assim, ter novas perspectivas através da lente que usamos.
No entanto, é necessário perceber que a visão está deturpada para trocar a lente. Mas, será que estamos dispostos a ter um novo olhar para as circunstâncias ou queremos viver enxergando apenas um determinado ângulo?
Ao concluir o ano de 2019, refleti a respeito de algumas áreas da minha vida que precisavam de ajustes para que eu pudesse caminhar em direção a estes propósitos.
Na maioria dos casos, mantemos a visão das coisas sem darmos chances para novos aprendizados com o próximo e situações.
Pensemos um pouco a respeito da Educação da nossa nação. Apesar de tantos avanços, há ainda resquícios de uma visão limitada e presa ao passado.
Em pleno século XXI, educadores acreditam ser a única fonte de conhecimento e que o aluno não pode ensinar-lhes nada.
É lamentavelmente triste, ver a arrumação das carteiras estudantis que expõem um modelo na qual o aluno não olha para o outro, e sim para sua nuca, como forma de manter a disciplina ou a “ordem”.
Em que evoluímos, então? Na formação do professor? Na qualidade do ensino público? Nas relações família e escola? Nas pesquisas e na alfabetização precoce? Na reforma da BNCC (Base Nacional Comum Currícular)?
Há algumas mudanças, que foram e são essenciais na área educacional brasileira, mas, ainda há um grito de socorro nas novas gerações. Elas querem ser ouvidas e conduzidas, de fato, para usufruírem de novas oportunidades, conforme as experiências adquiridas diariamente.
As reformas são necessárias. Entretanto, precisam de um propósito que possa conduzir cada brasileiro a serem cidadãos, e não apenas moradores com nacionalidade brasileira.
Que 2020 nos traga uma cosmovisão como a das águias, ampla e profunda. E que o nosso olhar seja transformado e transformador, de modo que causemos um impacto positivo em nós e na vida daqueles com quem convivemos diariamente.
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