Mês em que celebramos mais um ano de vida e a Consciência Negra, novembro nos traz um mix de sentimentos e questionamentos
Enquanto comemoramos nosso segundo ano de vida, sim no próximo dia 26 de novembro, somos bombardeados por números alarmantes e entristecedores que nos leva a questionar e ao mesmo tempo relembrar que a Consciência Negra está para além do dia 20 de novembro. E ela é nossa ancestralidade, história e humanidade.
No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas para a violência a cada duas horas, segundo dados da Nacões Unidas Brasil que, em novembro de 2017, lançou a campanha nacional #VidasNegras. Enquanto reafirma o compromisso para a implementação da Década Internacional de Afrodescendentes, a ONU Brasil convoca toda sociedade e poder público para a urgência em interromper não só o ciclo da violência contra a juventude negra no país, mas, principalmente o seu propulsor: o racismo. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado. revela o UNICEF, em relatório divulgado recentemente. Se nada for feito: 43 mil brasileiros entre os 12 e os 18 anos serão mortos de 2015 a 2021, revela a organização.

Ainda mais alarmante, dados do Atlas da Violência 2018, apontam o crescimento do feminicídio no Brasil, na qual 4.936 mulheres foram mortas, em 2017, o maior número registrado desde 2007, sendo 66% delas negras.

Vivemos novos tempos, onde não há mais espaço para a segregação seja ela de raça, gênero ou qualquer fator excludente. Embora 54% da população brasileira seja formada por negros, ainda somos confrontados por um racismo velado, que se nutre da desigualdade, e por quê não? da alienação dos fatos. Vamos a eles:


Consciência Negra
Celebrada no dia 20 de novembro, dia de Zumbi de Palmares, a data nos faz retomar a consciência de que a igualdade racial no Brasil está a décadas de distâncias e que ainda estamos imersos no ciclo vicioso da exclusão racial, na qual jovens e as mulheres ainda são as maiores vítimas. Mais do que um dia ou mês, temos que reunir esforços para extirpar o racismo velado que nos impede de sair do abismo da desigualdade racial.
Foto: divulgação ONU Brasil
Infográficos: divulgação





Deixe um comentário